Página não oficial do Concelho de Castanheira de Pera
Terça-feira, 8 de Julho de 2008
94ºANIVERSÁRIO DO CONCELHO _ Discurso Sr. Presidente Da Câmara Municipal

                                 94ºANIVERSÁRIO DO CONCELHO

4 DE JULHO DE 2008

 

 

Dirijo, as primeiras palavras a Sua Ex.ª O Governador Civil do distrito de Leiria. Elas são, naturalmente, para apresentar cumprimentos de boas vindas, saudar a sua presença e agradecer-lhe ter-se dignado presidir às cerimónias comemorativas da fundação do concelho. É para nós um grato privilégio receber V.ª Ex.ª no Salão Nobre desta Câmara Municipal e em data tão significativa para o nosso concelho.

De igual forma, cumprimento, saúdo e agradeço, penhoradamente, a presença de todos quantos quiseram acompanhar-nos nesta sessão comemorativa do 94º aniversário do concelho, que hoje se assinala.

Minhas senhoras e meus senhores,

Comemorar Castanheira levar-nos-á sempre a fazer uma viagem. Uma viagem com dois sentidos e tempos bem distintos, mas com um significado muito semelhante, porque indissociável.

É nestas andanças e desandanças que, cruzando o passado já conhecido, com o tempo que há-de vir, se constrói o futuro. Tarefa bem mais complexa e exigente porque desconhecida, mas que pode preparar-se desde que se conjuguem os verbos querer, fazer e concretizar.

E se hoje nos é decantada a história, servindo-nos um passado recheado de episódios que nos orgulham, aguarda-nos, seguramente, um futuro que a todos convoca.

Parece-nos, mesmo, fundamental ter uma capacidade avaliativa que nos permita compreender o que aconteceu até aqui e, especialmente, tentar perceber para onde caminhamos. Vale bem a pena, cremos nós, fazer no feriado municipal esse balanço, e a projecção possível sobre o futuro que nos espera.

E torna-se tão mais importante fazê-lo quanto maior é a vontade deste executivo em se ver acompanhado pelas forças vivas locais, criando dinâmicas conjuntas e parcerias activas que congreguem esforços orientados para objectivos comuns.

Se é certo que o futuro pode ter uma componente de sonho, também não deixa de ser verdade que cada vez mais ele tem que ser uma tarefa colectiva, onde a estratégia, o trabalho, a dedicação e o empenho marcam uma presença cada vez mais constante e assumem papel preponderante.

Urge pois, termos a capacidade de criar uma expectativa positiva capaz de contrariar o lamento constante do “isto está mau”, mensagem inibidora e que só nos estagna a vontade e nos limita a iniciativa.

Urge pois, termos a capacidade de nos guiarmos por uma nova mentalidade empreendedora capaz de enfrentar, com sucesso, estes tempos de mudança, naturalmente, incertos e comportando riscos, mas geradores de grandes oportunidades e realizações que advêm do engenho e arte de cada um, mas também da audácia.

Não há estratégia nem esforços que dêem resultados sem a mobilização de todos, de forma a potenciar os recursos disponíveis, proporcionando um desenvolvimento harmonioso ao nível económico, social e cultural, reforçando a nossa identidade para que possamos continuar a sentir orgulho em sermos castanheirenses.

É neste quadro que o trabalho desenvolvido nos últimos anos tem permitido ver hoje com mais clareza a estratégia e o modelo que devemos seguir, sempre com gigantesca determinação.

Mais do que nunca é a hora de apostar, de correr riscos, ainda que calculados, e de acreditarmos que a nossa vida pode mudar, que a nossa actividade pode ganhar qualidade e que as nossa iniciativas têm todas as condições para se desenvolverem.

Ouso mesmo citar Fernando Pessoa, um dos poetas que mais admiro, num pequeno excerto que reflecte, em nossa opinião, o momento particular da nossa vida colectiva:

                        “Há um momento em que é preciso

                         Abandonar as roupas usadas

                         Que já têm a forma do nosso corpo

                         E esquecer os nossos caminhos

                         Que nos levam sempre aos mesmos lugares.

                         É o tempo da travessia

                         E se não ousamos fazê-la

                         Teremos ficado para sempre

                         À margem de nós mesmos.

Minhas senhoras e meus senhores;

Estamos certos das exigências e da responsabilidade com que catapultámos este concelho.

Não nos resignámos nem aceitámos a falsa ideia de que por sermos um concelho de pequena dimensão e termos uma posição marginal face aos grandes eixos viários, tínhamos que nos acomodar.

Ao invés, socorremo-nos de uma vontade ímpar para ultrapassarmos dificuldades e constrangimentos e traçámos uma linha de rumo.

Somos, hoje, um concelho infra-estruturado, ordenado, equipado, seguro e ambientalmente preservado. Tudo isso só pode constituir vantagem na oferta de bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos.

Estamos convictos que nos dias de hoje e face a tantas dificuldades só mesmo por distracção ou má-fé se pode ignorar o muito que se tem feito neste domínio.

Os castanheirenses estão atentos e reconhecem o esforço.

Sentem hoje que há melhores acessos, equipamentos de mais qualidade, serviços mais eficazes, maior dinâmica nas estratégias de promoção.

Sabem o muito que se tem feito, mesmo num momento tão difícil quanto este. Quiçá dos mais difíceis dos últimos tempos, mas que colocou à prova a nossa capacidade de aceitar desafios e de os ultrapassar.

E vemos, por vezes, esse nosso esforço compensado…

Em termos de acessibilidades e, fruto de um empenho constante, é já uma garantia que o Estado vai assumir integralmente a construção da Variante do Troviscal.

Da mesma forma, foi assumida a requalificação da Estrada Regional nº 347 que liga Castanheira de Pera ao Espinhal, no concelho de Penela.

Não poderia, também, deixar de fazer referência à conclusão do IC8 e a construção do IC3 (Tomar – Coimbra) como duas obras que também muito beneficiarão toda esta região.

Realce, ainda, para a assinatura recente de um contrato de financiamento para a construção da nova Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico e que nos vai permitir concluir o Centro Escolar e dar um salto qualitativo e com elevado significado no que concerne aos equipamentos educativos.

Não querendo maçar-vos, não poderíamos, contudo, deixar de partilhar convosco alguns dos mais recentes anúncios felizes para Castanheira.

 Mas perante o muito já conseguido, haverá sempre quem diga que falta isto ou aquilo, numa atitude de clara desvalorização. E também compreendemos porque a insatisfação é bem própria do ser humano!

Também nós queremos sempre mais e melhor, mas o possível é algo que fica sempre aquém da nossa vontade.

Hoje, damos mais um passo na qualificação do nosso território urbano. Não foi um processo tão célere quanto todos desejaríamos, reconheçamos.

Não ousarei, contudo, falar dele sem que, primeiro, com toda a humildade, profira uma palavra de agradecimento, apreço e reconhecimento pela capacidade de espera e paciência que todos os mais frequentes utilizadores e moradores daquela zona souberam ter, até que pudessem ver e sentir a obra acabada.

Foi, porém, um processo cujo resultado final muito nos orgulha, nos dignifica, nos estimula e nos retribui auto-estima.

A Circular Norte / Avenida da Notabilidade que hoje se inaugura configura uma política de mobilidade moderna e capaz de suportar um urbanismo equilibrado e respeitador do interesse colectivo, elementos fundamentais da qualidade de vida.

É essa qualidade de vida que será sempre o objectivo primeiro da nossa acção, porque as pessoas estarão sempre na linha da frente das nossas preocupações.

A zona norte da malha urbana da vila, outrora fragmentada, conflituosa e desorganizada em termos de fluidez de trânsito, ganha assim um elemento regulador, indutor de segurança e potenciador de um desenvolvimento urbano mais organizado, coerente e ordenado.

Senhor Governador Civil do Distrito de Leiria,

É particularmente honroso para nós ter V.ª Ex.ª como principal testemunha deste acto inaugurativo.

Temos orgulho em tudo isto, repito, mas seria ingenuidade ou falta de ambição pensar-se que tudo está feito. Temos consciência do tanto que há, ainda, para fazer.

Mas é essa mesma consciência que nos faz caminhar em frente com determinação, dedicação, seriedade, responsabilidade e, muitas vezes, teimosia.

É essa consciência que nos faz ter respeito pelo futuro, por todos aqueles que nos hão-de suceder e cuja felicidade dependerá, em parte, de nós.

É essa consciência que nos faz ter respeito pelo passado, por todos aqueles que nos antecederam e que com o seu esforço e o seu trabalho escreveram a nossa história.

A Castanheira de hoje não é mais a Castanheira de ontem, muita coisa mudou. As mudanças vão mesmo continuar a acontecer a um ritmo bem mais acelerado e temos todos de estar preparados para essa onda de mudança. Porém, é neste contexto que assume particular importância preservar a memória e a história.

Cabe aqui reafirmar que escutar a voz da história constitui um gesto de inteligência, decisivo para promover o desenvolvimento de uma comunidade.

 Mas a história de um povo é feita pelas pessoas e é também com pessoas que se preserva a identidade desse mesmo povo.

O caminho está repleto de obstáculos, mas há que tudo fazer para os ultrapassar, seguir em frente com determinação e objectivos bem delineados. A comemoração deste 94º aniversário da elevação a concelho deverá ser para nós um momento de reflexão, um momento de união, mas, sobretudo, um momento de renovar a esperança, ainda que haja sempre quem a queira matar.

 Termino com uma frase da autoria de Faíza Hayat e com a qual não podemos estar mais de acordo:

“Só a esperança é eternamente jovem”

 

Muito Obrigado.

 

                                                                                                                                                  (04-07-2008

                                                                                                                                          Fernando Lopes)



publicado por Filipe Lopo às 09:47
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